Como vender para a Colômbia: meios de pagamento, custos e como receber no Brasil
Guia para vender à Colômbia — PSE, Nequi e Bre-B, quanto custa, e como o dinheiro volta em moeda local, PIX ou cripto.
Equipe Pagnovo · 2026-08-14
A Colômbia é um dos mercados que mais crescem em compra digital na América Latina — e o mais fragmentado em meios de pagamento. É por isso que ele castiga tanto quem chega oferecendo um método só.
1. Como o colombiano paga
Quatro caminhos, e cada um atende um público diferente:
Bre-B — o sistema de pagamentos imediatos interoperável do Banco de la República, o banco central colombiano. Em operação desde 2025, é o equivalente colombiano ao PIX: endereçado por llaves (documento, celular, e-mail, código alfanumérico ou código de comércio), já passou de 100 milhões de chaves registradas.
PSE — débito bancário online via ACH Colombia. É o padrão consolidado de compra pela internet: o cliente é redirecionado ao próprio banco, autoriza e volta. Mais fricção que um instantâneo, mas com anos de confiança acumulada.
Nequi — a carteira do Bancolombia, endereçada por celular. Forte entre pessoa física, venda por rede social e público sem conta bancária tradicional bem resolvida.
Transferência bancária — cobre ticket alto e cliente corporativo.
⚠️ O detalhe que muda a arquitetura: o Bre-B tem teto de 1.000 UVB por transação. Como a UVB de 2026 vale COP 12.110, o limite fica em torno de COP 12,1 milhões (~USD 3 mil). Para ticket acima disso, o caminho é PSE ou transferência.
→ Comparativo detalhado: Bre-B, PSE ou Nequi
2. Quanto custa
Além da taxa de processamento e da tarifa fixa por transação, coloque na conta o custo que ninguém mede: a venda perdida por não ter o método que aquele cliente usa. Num mercado com quatro caminhos relevantes, oferecer um só é abrir mão de uma fatia grande da base.
3. Como o dinheiro chega até você
Três rotas, e a escolha é sua:
- Manter em pesos colombianos — se você tem custo local.
- Liquidar via PIX — o saldo entra convertido na conta da sua empresa no Brasil.
- Liquidar em cripto — quando é a rota mais eficiente.
Vale a mesma regra de sempre: não decidir é decidir.
E a parte legal?
A Lei 14.286/2021, válida para operações a partir de 2 de janeiro de 2023, facultou manter no exterior os recursos em moeda estrangeira de exportações brasileiras e removeu restrições antigas sobre o uso desses valores. Trazer para o Brasil virou escolha. Tributação e documentação continuam valendo — alinhe com a contabilidade.
Checklist
- Cubra os quatro métodos — não é excesso, é reconhecer que o mercado se comporta de formas diferentes.
- Verifique o teto do Bre-B contra o seu ticket médio.
- Precifique em pesos colombianos.
- Meça aprovação por método e por faixa de valor — se cair numa faixa específica, provavelmente é o limite do Bre-B.
- Defina a rota de liquidação antes de escalar mídia.
O erro comum
Escolher só o método mais moderno. O Bre-B é excelente e vai crescer, mas tem limite; o PSE tem anos de confiança e não tem. Eles cobrem situações diferentes.
Nosso Processamento Global na Colômbia aceita Bre-B, PSE, Nequi e transferência bancária, com liquidação em moeda local, PIX ou cripto. Veja também se o PIX internacional existe ou fale com o time.