Bre-B, PSE ou Nequi: como receber na Colômbia sem perder venda
A Colômbia acabou de ganhar um sistema de pagamentos instantâneos. Entenda o Bre-B, quando ele não serve, e por que PSE e Nequi continuam indispensáveis.
Equipe Pagnovo · 2026-08-13
A Colômbia é o mercado mais fragmentado da América Latina em meios de pagamento — e por isso é o que mais castiga quem oferece um método só. Em 2025 ele ficou ainda mais interessante: o país ganhou o seu equivalente ao PIX.
Bre-B: o PIX colombiano
O Bre-B é o sistema de pagamentos imediatos interoperável do Banco de la República, o banco central colombiano. Entrou em operação no segundo semestre de 2025 e ganhou interoperabilidade plena em outubro do mesmo ano.
Se você conhece PIX, reconhece o desenho na hora. O endereçamento é feito por llaves — chaves — e existem cinco tipos:
- documento de identidade
- número de celular
- um código alfanumérico gerado aleatoriamente
- código de comércio, específico para estabelecimentos
A adoção foi rápida no padrão que a região já viu no Brasil: mais de 100 milhões de llaves registradas e centenas de milhões de transações desde a ativação plena.
O limite que muda a sua arquitetura de cobrança
Aqui está o detalhe que quase nunca aparece em conteúdo em português: o Bre-B tem teto de 1.000 UVB por transação. A UVB — unidade de valor básico — de 2026 vale COP 12.110, o que coloca o limite em torno de COP 12,1 milhões, algo próximo de USD 3 mil.
Para venda de consumo, isso não incomoda. Para B2B, ticket alto ou pagamento de fatura corporativa, incomoda muito: acima desse valor o Bre-B simplesmente não é o caminho.
PSE: o método consolidado
O PSE (Proveedor de Servicios Electrónicos), operado pela ACH Colombia, é o débito bancário online do país e já era o padrão de compra pela internet muito antes do Bre-B.
O fluxo é de redirecionamento: o cliente escolhe o banco, sai da sua loja, autentica no ambiente do próprio banco, autoriza e volta. É mais fricção do que um pagamento instantâneo, mas é um caminho que o consumidor colombiano conhece e no qual confia — e que não tem o teto do Bre-B.
Nequi: a carteira que virou hábito
O Nequi, do Bancolombia, é a carteira digital mais difundida do país, endereçada por número de celular. Sua força está em alcance: pessoa física, comércio informal e público que não tem conta bancária tradicional bem resolvida.
Quem vende para consumidor final na Colômbia e não aceita Nequi está pedindo que uma parte do público saia do meio que ela usa todos os dias.
Como escolher — ou melhor, como combinar
A pergunta certa não é "qual usar", e sim "qual falta". Um roteiro simples:
| Situação | Caminho |
|---|---|
| Consumo, ticket baixo ou médio | Bre-B (instantâneo, sem fricção) |
| Ticket acima de ~COP 12 milhões | PSE ou transferência bancária |
| Público pessoa física, venda por rede social | Nequi |
| Cliente corporativo | PSE ou transferência |
Oferecer os quatro caminhos não é excesso: é reconhecer que o mercado colombiano se comporta de formas diferentes conforme quem compra e quanto custa.
O que medir
Aprovação por método e por faixa de valor. É o mesmo raciocínio de qualquer mercado, mas na Colômbia ele revela mais rápido: se você vê queda concentrada numa faixa específica, provavelmente está esbarrando no teto do Bre-B sem perceber.
O erro comum
Escolher um método porque ele é o mais moderno. O Bre-B é excelente e vai crescer — mas ele tem limite, e o PSE tem anos de confiança acumulada. Um não substitui o outro; eles cobrem situações diferentes.
Nosso Processamento Global na Colômbia aceita Bre-B, PSE, Nequi e transferência bancária, com liquidação em moeda local, PIX ou cripto. Veja também por que aceitar cartão internacional não basta ou fale com o time.